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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A vida secreta dos objetos

Objetos inanimados ganham vida em ensaio bem-humorado


O artista americano Terry Border criou uma série de imagens cômicas, em que imagina objetos do cotidiano em situações inusitadas. Em sua nova coleção, ele usa bananas, ovos, pães, facas, colheres de pau e até uma pedra de gelo. Com o auxílio de arames, ele anima os objetos para realizar as cenas.
Nas fotos, é possível ver amendoins zumbis, a morte de um picolé e até mesmo um hambúrguer que, combinado com um pacote de batatas fritas e um refrigerante, se transformou na Estátua da Liberdade, um dos principais monumentos dos Estados Unidos.
Border, que é da cidade de Greenwood, em Indianápolis, diz que seu talento para criar é natural, e que ainda está repleto de ideias.
"Eu fazia esculturas maiores e mais abstratas, mas descobri que não era o meu forte."
"Comecei a fazer obras menores com arame e comecei a incorporar objetos para fazer coisas mais interessantes. Usei o meu humor, que admito ser um pouco estranho", diz Border.
O artista de 45 anos diz que, para ter ideias, costuma observar os objetos, pensar sobre o que eles lembram e criar algum tipo de história com isso."Tento me divertir durante o processo. Eu tenho um bom senso de humor. Gosto de rir, mas não consigo contar uma piada nem para salvar minha vida", diz.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Border, de 45 anos, cria esculturas a partir de alimentos, objetos do cotidiano e arames. Na obra intitulada "O Jeito Americano", um hambúrguer e um pacote de batatas fritas se transformam na Estátua da Liberdade.Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Em seu blog, o americano diz que costuma deixar esculturas em lugares por onde viaja, depois de fotografá-las. Na foto, uma colher de pau é assassinada, a tiros, por outra.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Depois de tentar criar esculturas maiores e mais abstratas, Border decidiu se dedicar aos objetos menores. Na foto, uma caneta acorrentada a uma mesa tenta se libertar.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
 artista diz que tem um talento natural para imaginar objetos em situações inusitadas e divertidas. Na foto, amendoins zumbis se alimentam do "cérebro" de um amendoim saudável.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Apesar da constante produção, o artista diz estar cheio de ideias para novas fotos. A fotografia, cujo título é "Cena do Crime", mostra um picolé cobrindo o "corpo" de outro, que derreteu.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Para Terry Border, seu ponto de vista sobre as coisas sempre foi seu dom. Ele diz que criar objetos é, desde o início, uma diversão. Na imagem, que se chama "Luto de Amendoins", um grupo lamenta a morte dos companheiros usados para fazer um pote de manteiga de amendoim.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
O artista americano Terry Border criou uma série de imagens cômicas em que imagina objetos do cotidiano em situações inusitadas. Na imagem, que se chama "Sonhos de um Cubo de Gelo", uma pedra de gelo fisiculturista sonha com a força do iceberg que atingiu o navio Titanic.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Border diz que, apesar do senso de humor que usa em suas imagens, é incapaz de contar piadas. Na foto acima, que se chama "Hematomas", as manchas das bananas viram machucados de uma luta de boxe.
Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Segundo Terry Border, seu trabalho fica melhor com a experiência. Por causa disso, ele diz que não pretende parar de criar novas imagens. Na foto, um ovo é encorajado por um batedor de arame a pular para dentro de uma tigela.

Foto: Terry Border / Caters (Foto: Terry Border / Caters)
Border já lançou um livro com fotografias de seu trabalho e se prepara para lançar o segundo. Além disso, publica imagens semanalmente em um blog. A imagem acima mostra um biscoito de chocolate buscando seu companheiro, que foi consumido com o copo de leite.
Quer saber mais: Acesse o blog do artista - http://bentobjects.blogspot.com/

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Egito - a arte da imortalidade



EGITO – 4000 a 1000 a.C. – imortalidade

Começou a formar-se há mais ou menos quatro mil anos antes de Cristo, nas proximidades do Rio Nilo. O rio, um verdadeiro oásis no deserto, foi essencial para a concentração de uma população mesclada entre mediterrâneos, asiáticos e africanos, que, principalmente a partir de 3300 a.C., tinham na agricultura e no pastoreio suas principais atividades, guiadas pelas cheias do Nilo.

Rio Nilo

Após a unificação do norte e sul, por volta de 3000 a.C., o Egito foi se desenvolvendo cada vez mais. A escrita dava seus primeiros passos, bem como as técnicas sobre metais (em especial os mais moles como o ouro e o cobre), a tecelagem e a cerâmica.
KA – espírito imortal do faraó; força vital. Acreditava-se que o faraó era como um deus sobre a terra.

EMBALSAMENTO – receptáculo durável para o espírito. Etapas: extração do cérebro do cadáver pelas narinas, com um gancho de metal. Imerso em salmoura, permanecia lá por 2 meses. Enrugado, era envolto com ataduras e depois levado ao caixão e finalmente ao sarcófago de pedra. O clima seco e a ausência de bactérias na areia e no ar ajudavam a manter o corpo.


Múmia de Nefertiti, esposa do faraó Akhenaton
TUMBAS - temos conhecimento de como era a civilização pelas tumbas, pois depositavam todos os bens terrenos para que usassem na eternidade. Essas enormes construções geométricas de pesadas pedras, simbolizando profunda solidez e força, eram construídas para abrigarem, em seu centro, a múmia do faraó. Possuíam, além da própria câmara funerária (normalmente repleta de tesouros), várias câmaras “decoradas“ com imagens e fórmulas mágicas. Talvez as mais conhecidas tumbas sejam as pirâmides de Quéops, Quefren e Miquerinos, perto de Mênfis (então capital do Império).




ARTE EGÍPCIA

A principal preocupação da arte egípcia era a de garantir uma vida eterna confortável para seus soberanos (faraós = reis), considerados deuses.
A arte pretendia ser útil: não se falava em peças ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes. O intercâmbio cultural e a novidade nunca foram considerados como algo importante por si mesmos. Assim, as convenções e o estilo representativo da arte egípcia, estabelecidos desde o primeiro momento, continuaram praticamente imutáveis através dos tempos. Sua intenção fundamental, sem dúvida, não foi a de criar uma imagem real das coisas tal como apareciam, mas sim captar para a eternidade a essência do objeto, da pessoa ou do animal representado.

Ísis: perceba a cor ocre que caracteriza a figura feminina.
PINTURA - As pinturas e os hieróglifos nas paredes das tumbas eram uma forma de registro da vida e atividades diárias do falecido, nos mínimos detalhes. Eram feitos em forma de painéis e divididos por linhas com hieróglifos. O tamanho da figura indica sua posição: faraós representados como gigantes, e servos quase como pigmeus. O homem era pintado em vermelho, a mulher em ocre.



Algumas pinturas referiam-se à vida egípcia, como caçadas, pescas e o cultivo da terra, além de mostrar os animais característicos da região, revelando grande poder de observação. Um dado interessante nas pinturas era a extrema importância dada ao colorido.


HIEROGLIFO – símbolos, como uma língua egípcia que, ao invés de letras, são desenhos – “escrita mais refinada egípcia utilizada nos monumentos, com sinais da flora e fauna do país).”
Hieroglifos em alto relevo
Outras características importantes das representações humanas egípcias também já aparecem nessa época, seguindo a Lei da Frontalidade:

- Cabeças e pés vistos de perfil;
- Olhos mostrados frontalmente;
- Metade superior dos ombros e tronco de frente;
- Braços e pernas apresentados por inteiro, de perfil.



A respeito dessas representações contorcidas, elas eram realizadas, por exemplo, a partir dos ângulos que melhor representassem determinada parte do corpo. Assim, a cabeça, braços e pernas são mais facilmente vistos de lado, os pés, melhor vistos de dentro (preferiam o contorno partindo do dedão, o que muitas vezes dava a impressão de dois pés esquerdos). Os olhos, por sua vez, de frente são mais expressivos, bem como a metade superior do tronco, mais nítidas se observadas de frente.


ESCULTURAS /ESTÁTUAS – eram consideradas a morada alternativa do ka, em caso do corpo mumificado se deteriorar e não poder hospedá-lo. Feitas para durar eternamente, o material usado era granito ou diorito. Sentadas ou em pé, com poucas partes protuberantes, suas poses eram quase sempre frontais e braços perto do dorso.




A pedra calcária e a madeira eram os principais materiais com que as esculturas dessa época eram realizadas. Esculturas em relevo também eram muito comuns. A escultura em relevo servia a dois propósitos fundamentais: glorificar o faraó (feita nos muros dos templos) e preparar o espírito em seu caminho até a eternidade (feita nas tumbas).


A esfinge, com corpo de leão, cabeça e busto de mulher, com 19,8 metros de altura, também dessa época, já demonstra o gosto egípcio por esculturas em larga escala.



Akenaton faraó reformador radical e artista que proporcionou um afrouxamento temporário das convenções artísticas,fez uma representação naturalística de sua esposa, Nefertiti.


Ao invés dos vários deuses que sempre governaram a vida egípcia, tentou instituir o culto a um único deus: Aton, que deveria ser representado como um sol. Mudou seu nome para Akhenaton. A arte dessa época, que até então mantinha-se fiel às tradições do passado, foi bastante modificada. Tornou-se menos pesada e mais descritiva.
As representações dos faraós, que mantinham-se praticamente inalteradas desde o começo da história do país, agora eram realizadas de uma maneira menos formal e solene, em poses mais relaxadas. O busto “Rainha Nefertiti“ possui uma graça e fluidez jamais vista na arte egípcia. Após sua morte, o reinado de seu filho Tutancâmon logo restabeleceu as antigas crenças.


Tutankamon, ao morrer aos 19 anos, deixou o maior legado egípcio: sua tumba foi a mais intacta já achada pelos arqueólogos; dentro havia carruagens, camas dobráveis e objetos, tudo feito de ouro. Sua máscara escondia mais 3 camadas de madeira, e depois, a própria múmia.



Após o reinado de Ramsés II (aproximadamente 1200 a.C.), o Egito entra cada vez mais em decadência. Os persas, o exército de Alexandre Magno e posteriormente os romanos acabaram por dominar definitivamente o Egito, que nunca mais teve um período de apogeu tão grande quanto o verificado nessa época histórica.

Veja um trecho do filme "Cleópatra", de 1963, com Elizabeth Taylor: aqui é bem
retratada a suntuosidade e riqueza de quem era considerado o deus na terra na época - o faraó.


Referências bibliográficas:
STRICKLAND, Carol. Arte comentada: da pré-história ao pós-moderno. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

UGOLOTTI, B. M. Enciclopédia da civilização e da arte: arte antiga. I volume. São Paulo: Martins, 2000.

http://www.coladaweb.com/artes/arteegito.htm
http://www.historiadaarte.com.br/arteegipcia.html

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O homem e arte

Quando o homem no começo
Emergiu da escuridão
Viu bichos, águas e plantas
E as estrelas na amplidão
Ficou tão maravilhado
Que num momento inspirado
Pintou na gruta um bisão.
A arte só nasce assim
Se o homem se transfigura
Olha o mundo à sua volta
Seus aspectos captura
E nos devolve em beleza
O que viu na natureza
Conforme a sua leitura.

A arte é produto humano
É o real transfigurado
Não são as coisas reais
Mas o mundo transformado
Na arte nós renascemos
Nela nos reconhecemos
Partes de um mesmo legado.

Todas as obras de arte
Têm importância exemplar
Pois representam um produto
De cada tempo e lugar
Desde as obras consagradas
Até as que são criadas
Pelo artista popular.

Os artistas do desenho
Da pintura e da escultura
Lidam com volume e forma
Dando sentido à figura
A obra assim se completa
Plano, linha, curva e reta
Perspectiva e textura.

Cinema e fotografia
São artes como as demais
A grafitagem, os quadrinhos
E os processos virtuais
Feitos no computador
Possuem grande vigor
Nestes tempos atuais.

A música está nos sons
Que a natureza oferece
Trabalhados pelo artista
Que com eles sonha e tece
O samba, o rock e a sonata
A sinfonia e a cantata
Canções que ninguém esquece.

Na dança o corpo é quem reina
Seu principal instrumento
Projetando-se no espaço
Com leveza e sentimento
A dança é celebração
Do corpo a pura expressão
Desenhando o movimento.

O teatro é a maravilha
Que junta no mesmo dia
O texto, a luz, os atores
Cenário, som, melodia
Cria do nada uma história
Que fica em nossa memória
Que marca, instiga, extasia